Bem-Vindos ao único fast-food que não engorda

Friday, July 24, 2009

Nunca ouviu falar de uma competição de air sex? Bem, eu também não tinha até duas semanas atrás quando Nova Iorque sediou a competição mundial da modalidade. Basicamente é um esporte, se é que podemos considerar um esporte, como o air guitar- onde as pessoas pretendem estar tocando uma guitarra imaginária.  A diferença entre o air guitar e o air sex é que a segunda não tem uma guitarra invisível, mas é cheia de orgasmos... falsos.

O competidor sobe ao palco e mostra para a audiência como seria a sua performance na hora do vamos ver, ou a performance que ele(a) gostaria de ter. Vale tudo. Hetero, Homo, Bi, ménage à trois, etc. Bem, quase tudo, não vale ficar pelado ou consumir o ato sexual.

Depois que todos os competidores mostram para que vieram, a audiência e um jurí de especialistas, não sei em que são especializados, votam nas melhores performances. 

Para quem assistiu o filme Bruno, tem uma cena engracadíssima de air sex enquanto ele se consulta com o tarólogo. Vale a pena conferir.

Aqui vão uns vídeos da competição,  já que ver vale mais  que minhas palavras.






Nós, cariocas, gostamos de nos gabar da democracia das praias cariocas, pura utopia. De fato, a praia é aberta a todos e a cada domingo de sol nos deparamos com a pluralidade  do Rio de Janeiro, porém há uma barreira invisível na areia. Cada grupo tem seu pedaço  de areia e ninguém se mistura. Tem a faixa de areia dos moderninhos do posto 9, dos suburbanos em Copa e na Alvorada, das famílias ricas no Leblon e por aí vai.

Semana passada, enquanto  tomava banho de sol no Central Park, eu observava as pessoas ao meu redor e tentava correlaciona-las a grupos sociais especifícos, tarefa difícil. Não que o americano se misture, muito pelo contrário, eles vivem em guetos sociais. Judeu com judeu, muçulmanos com os seus, latinos com pessoas de mesma origem, isso sem falar nos negros e brancos. Diz-se por aqui que os americanos só se misturam no metrô e no ambiente  de trabalho, o que relutantemente, eu concordo.

Mas, por um momento, sentada ali no parque e olhando aquela multidão de gente dividindo o mesmo pedaço de grama, pareciam estar todos em total sintonia. Até que o sol se pôs e aos poucos as pessoas foram se retirando, cada um com o seu semelhante.  Seja em Ipanema ou no Central Park é sempre cada um no seu pedaço quando o sol se põe.


Sunday, July 19, 2009




Michael Jackson nunca esteve no Irã, ou pelo menos não achei nenhuma informação de tal visita, mas o rei do Pop foi a peça fundamental nas eleições daquele país. No dia seguinte ao anúncio do resultado, milhares de iranianos foras às ruas em protesto contra uma eleição presidencial que foi considerada ilegal por organizações internacionais.

Com o passar dos dias, a pressão aumentou e milhões de iranianos foram as ruas com sede de liberdade e democracia. Twitter, Facebook e Youtube foram as ferramentas usadas para divulgar as repressões sofridas pelos iranianos que recusavam a se calar. Mesmo quando o governo iraniano bloqueou acesso a estes sites, militantes pelo mundo abriram o acesso ao seu hp do twitter, facebook, etc, para que a voz dos iranianos não fosse calada. Mas nenhum deles esperava o que viria seguir e mudaria o rumo da história: a morte do rei do Pop.

De uma mídia e audiência interessada no sofrimento de um povo a uma cobertura sensacionalista que discutia 24 horas as excentricidades do cantor. Usuários do Twitter já não escreviam mensagens de apoio aos iranianos, o assunto novo era moonwalk. A rede de TV CNN chegou a transmitir uma reportagem de cinco minutos sobre o paradeiro do cadáver do cantor.

Nem a morte mártir de uma iraniana durante os conflitos naquele país, assistida por milhões de pessoas no Youtube, foi suficiente para manter a nossa atenção no assunto. Irã era notícia morta, as pauta eram, melhor dizendo ainda são, os excêntricos filhos do cantor, o cemitério onde o corpo será levado, a fortuna e as dívidas de Michael Jackson.


Vagarosamente, o governo iraniano foi repreendendo os protestos e declarou Mahmoud Ahmadinejad presidente eleito. Para os iranianos não restou nem a oportunidade de celebrar a obra de Michael Jackson. Em terras iranianas, o rei é diabo.








Monday, June 22, 2009



Ninguém deveria ter de lutar pela sua própria liberdade ou por um estado democrático, mas, infelizmente, desde que fundamos a sociedade dita moderna, uma das principais lutas do ser humano tem sido pela democracia. Portanto,hoje, testemunhando momentos em que líderes africanos fazem de seus países a sua propriedade privada, em que iranianos estão nas ruas neste momento lutando por democracia e a desigualdade social que só vem a partir mais o Brasil, me questiono: Será que alguma sociedade ja experienciou a tal democracia? Será que vivemos em uma democracia real? Ou somos manipulados a escolher o que poucos querem colher?

Fica aqui a minha pergunta apelo aos queridos leitores do blog e o meu respeito a todos aqueles que estão neste momento em busca da tal democracia.








Com tantos orfãos pelo mundo, alguém pode me explicar porque a Madonna insiste em adotar uma criança que tem família? Confesso que não tenho acompanhado o desenrolar da estória, mas parece que a cantora, finalmente, conseguiu a guarda da menina de Malauí. A mãe da menina morreu, mas o pai está vivo e se diz em condições de criar a filha.

Se ela está com tanta boa vontade em ajudar a menina porque não ajuda financeiramente a família e permita que a menina cresca perto dos seus familiares? Eu sou completamente a favor de adoções, mas não de separar famílias. O que mais me incomoda é o fato dela estar acima da lei. O processo de adoção do seu último filho desobedeceu completamente as leis de adoção daquele país. Por lei, os futuros pais adotivos devem morar no país por pelo menos um ano até a adoção ser confirmada, Madonna não passou nem duas semanas no país.


Wednesday, June 3, 2009

A cidade muda seu espírito quando o verão se aproxima. Os nova-iorquinos ficam mais simpáticos, todo mundo  sai da toca e luta por um assento do lado de fora dos restaurantes, é tempo de banho de sol na grama do Central Park e meus típicos passeios de bicicleta. O verão ainda não chegou oficialmente, mas os eventos da temporada sim. Só existem duas coisas ruins do verão de NY: o calor, é claro, porque a umidade é infernal e pegar o mêtro. A estação não tem um sistema de ventilação apropriado, então é um calor daqueles, muito pior que Rio de Janeiro. Mas, como o verão só dura, literalmente, três meses por aqui, a gente faz um esforço e atura a umidade.

Ah, vale lembrar que a previsão do tempo aqui nunca falha, por sinal, é uma das poucas coisas no telejornalismo americano que pode ser classificada como fonte confiável. Se eles dizem que irá chover 30ml hoje, você pode confiar.
Bem, como ficar lendo coisas sobre o clima é chato, aqui vão umas fotos que tirei recentemente no início da temporada.

Praçinha aqui perto de casa  Indo para um churrasco em New Jersy


Realmente, NY é uma cidade em que cada esquina é uma descoberta. No domingo passado, eu caminhava em Williamsburg, um bairro boêmio de Brooklyn, quando me deparei com um cara na rua vendendo câmeras fotográficas antigas. Como estou de paquera com  a arte de fotografar, parei para checar os produtos. Recentemente, eu comprei uma Pentax SLR e virei fotográfa de fim de semana. O cara tinha lentes macro para a minha câmera por $10  e flash por $5. No Ebay, somente a lente me custaria  entre $ 150-200.  Por $15 completei o kit da minha câmera! Maravilha, não? Depois dêem uma olhada na minha página do Flickr.

Neste verão, o meu programa será montar na minha bicicleta e percorrer a cidade registrando os olhares diferentes de Nova Iorque.



Olá, queridos! 

Sei que andava sumida do blog, mas juro que era por  uma causa nobre.  Nos ultimos meses estava atoladíssima com a minha tese do mestrado. Finalmente defendi-a na semana passada. Aprovada, agora estou em busca de novos desafios. 
Resolvi dedicar meu curto periodo desempregada, eu espero, a repensar meus objetivos, redefinir minhas táticas e expectativas.
Decidi começar por este blog. Prometo que a partir de hoje postarei algo novo toda semana. Também resolvi atualizar meu website  www.bibiroseproductions.com , que confesso estava jogado as traças. 
Acho que este momento de reflexão se deva por causa da idade. Afinal de contas, estou mais próxima dos 30 que dos 20. 

Tuesday, January 20, 2009



Que todo mundo erra é fato, mas o ex-presidente americano George W. Bush abusou do direito. Quando perguntado durante o seu ultimo encontro com a imprensa o que ele considerava de mais positivo do seu mandato, ele tomou uma pausa e respondeu: "Foi quando eu pesquei um largemouth bass (tipo de peixe- sem tradução para o português) no meu rio".

Aqui, eu reuni os momentos do ex-presidente que, na minha opinião, representam o pior do seu governo. Não sei quais foram suas motivações, mas aqui vão as minhas especulações.

• Aquecimento global é castigo divino
Em 2001, Bush se recusou a assinar o Protocolo de Kyoto que demandava que os paises diminuíssem a emissão de gases-estufa na atmosfera.

• Torturas? Nada, só uns tapinhas
Bush desrespeitou a Convenção de Genebra, que proibia  tortura de prisioneiros de guerra e que fora assinada pelos EUA. O ex-presidente afirmou que o acordo de Genebra não poderia ser usado no "combate contra os inimigos". Fazendo isso, ele abriu as portas para uso de torturas durante interrogatórios.

• São Pedro não checou meu calendário
O furacão começou durante as suas ferias de verão. Porém, ao invés de checar os estragos pessoalmente e comandar uma ação imediata, ele preferiu assistir de longe, ou melhor, das alturas, quando passou de avião pela área afetada na sua volta à Washigton.

• Me mostre a grana que eu te dou um descontinho
Ao reduzir os impostos dos ricos e aumentar o dos pobres, George W. Bush só contribuiu para aumentar a desigualdade social no país

• Sexo é o anti-cristo
Como resposta ao aumento de DSTs e de gravidez na adolescência, o ex’presidente abriu uma organização que encourajava jovens a terem relações sexuais somente depois do casamento.
  • Oscar consolação
Em 2001, os Estados Unidos se retiraram da Conferência
 da ONU contra o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância 
Correlata, o que causou certo furor na comunidade negra americana. Resposta: um oscar consolação à Halle Berry and Denzel Washington por dois filmes, digamos, de gostos duvidosos.

• ONU? Lá quem manda sou eu
Invadir o Iraque com a justificativa que aquele país possuia armas de destruição de massa e o invadiu sem 
a autorização do Conselho de Segurança da ONU.


Aponte as diferenças presentes nas duas fotos abaixo.

O que você encontrou?

Eu encontrei na foto da direita um Obama de sobrancelha e cabelos grisalhos, com pés-de-galinha, rugas e dobras na testa, ao contrário do charmoso Obama da direita que nós mulheres nos encantamos.

O presidente americano não está ainda com o rosto envelhecido e cansado, mas de certo também aparenta mais o rosto relaxado e jovial do início de sua campanha à presidência.

A foto à direita é uma projeção feita pela rede de TV CNN de como o presidente Barack Obama estará quando completar quatro anos do seu governo. De acordo com o médico em bem-estar da Clínica de Cleveland, Michael Roizen, enquanto exercendo o cargo, um presidente Americano envelhece duas vezes mais rápido que nós, simples mortais.

Com o passar dos anos no cargo, segundo o doutor Roizen, e com as altas demandas do trabalho, os ombros caem, a energia física começa a se esgotar e os sinais da idade e cansaço começam a aparecer.

Barack Obama tem 47 anos de idade, se ele vier a exercer o cargo por oito anos, ele terá envelhecido dezesseis anos ao final de dois mandatos, ou seja, ele estará com 55anos de idade, porém com aparência de um vovô de 63 anos!

Brincadeiras à parte, desejo ao novo presidente sabedoria para tomar as decisoes necessarias e saber escutar,condição indispensável para o sucesso.


Clique aqui para conferir o processo de envelhecimento dos outros presidentes americanos

Sunday, January 11, 2009



Queridos, já faz um tempinho que não passo pelo blog, mas nos últimos dois meses estava atolada com os trabalhos finais da faculdade e me preparando para viajar ao Brasil. Trabalhos prontos e já de volta a Nova Iorque, resolvi que era o momento de voltar ao mundo “Jazz and Fries”.

Recentemente, eu filmei um documentário chamado “Invisível” onde discuto o assunto Imigração sobre a ótica de brasileiros que, por motivos diferentes, vieram para os Estados Unidos. “Invisível” é um filme de 16 minutos onde a câmera funciona somente como um espectador. É a visão dos imigrantes sobre a cultura americana e com americanos, como se adaptaram ao país e, principalmente, como eles se vêem no novo lugar.

Em entrelinhas, eu também discuto a relevância do conceito e das leis de Imigração no mundo globalizado de hoje onde, de acordo com a ONU, 2% da população mundial vive fora de seu país de origem.

Reunir a família. Este foi o motivo que trouxe Rosa e seus dois filhos do Brasil para os Estados Unidos há três anos para reencontrar o marido. No novo país, ela arrumou um trabalho, eles alugaram uma casa maior no subúrbio americano, compraram um carro e as crianças começaram na escola nova.



Diferente de Rosa, a razão que trouxe Carlos a “America” foi a oportunidade de uma vida melhor. Sua cidade natal, Governador Valadares, tem o maior índice de habitantes que emigraram para os Estados Unidos. La, ele trabalhava como editor gráfico de um jornal local, mas como tantos outros, Carlos acreditava no sonho americano e não hesitou quando teve a oportunidade de vir para o país.

O universitário Nelson tem 19 anos, fala português com sotaque e inglês como americano, mas tem visto a chance dos seus sonhos se tornarem realidade cada vez mais distante porque não possui uma carteira de identidade americana.

A única diferença entre Carlos, Rosa e Nelson dos milhares de imigrantes que chegam anualmente aos Estados Unidos é que eles são considerados ilegais no país. Eles fazem parte de uma estatística de mais de 12 milhões de pessoas que vivem nos Estados Unidos sem a documentação apropriada.

Eles possuem casa própria, carro, são consumidores ativos, mas não são vistos como parte integrante da sociedade americana. Eles são um grupo aparte. Eles lêem jornais brasileiros, tem vizinhos brasileiros freqüentam missas em português e até trabalham para negócios brasileiros. Como Carlos definiu bem: “E como morar em um Brasil gelado”.

Em breve vocês assistirão o documentário completo. Enquanto o dia não chega, aqui vai um curto trailer para aumentar a sua curiosidade.




Os astros anunciaram que 2008 seria um ano complicado para o mundo. Crise financeira, aquecimento global, mais uma ano de Bush e o inicio de Eduardo Paes e sabe-se la mais o que nos assola. Os orixás, mais exatos, me contaram que seria um ano difícil para o mundo, mas também de grandes mudanças que fariam que 2009 chegasse colorido. Mas, entre nos, eu confesso que 2008 foi generoso com essa que vos fala.

Casei, arrumei um trampo, fiz amigos novos, virei vegetariana, passei o Natal em família e, para fechar com chave de ouro, Yes, we can!

Escutar mais. Esta será a minha dedicação neste ano. Em 2009, o mundo precisa de mais entendimento, compreender as diferenças sem ser conivente a indiferença.

Desejo a todos muita paz, saúde, sucesso e transformações positivas em 2009.
Axé!

Blogs Sobremesas