Queridos, já faz um tempinho que não passo pelo blog, mas nos últimos dois meses estava atolada com os trabalhos finais da faculdade e me preparando para viajar ao Brasil. Trabalhos prontos e já de volta a Nova Iorque, resolvi que era o momento de voltar ao mundo “Jazz and Fries”. Recentemente, eu filmei um documentário chamado “Invisível” onde discuto o assunto Imigração sobre a ótica de brasileiros que, por motivos diferentes, vieram para os Estados Unidos. “Invisível” é um filme de 16 minutos onde a câmera funciona somente como um espectador. É a visão dos imigrantes sobre a cultura americana e com americanos, como se adaptaram ao país e, principalmente, como eles se vêem no novo lugar.
Em entrelinhas, eu também discuto a relevância do conceito e das leis de Imigração no mundo globalizado de hoje onde, de acordo com a ONU, 2% da população mundial vive fora de seu país de origem.
Reunir a família. Este foi o motivo que trouxe Rosa e seus dois filhos do Brasil para os Estados Unidos há três anos para reencontrar o marido. No novo país, ela arrumou um trabalho, eles alugaram uma casa maior no subúrbio americano, compraram um carro e as crianças começaram na escola nova.
Diferente de Rosa, a razão que trouxe Carlos a “America” foi a oportunidade de uma vida melhor. Sua cidade natal, Governador Valadares, tem o maior índice de habitantes que emigraram para os Estados Unidos. La, ele trabalhava como editor gráfico de um jornal local, mas como tantos outros, Carlos acreditava no sonho americano e não hesitou quando teve a oportunidade de vir para o país.
O universitário Nelson tem 19 anos, fala português com sotaque e inglês como americano, mas tem visto a chance dos seus sonhos se tornarem realidade cada vez mais distante porque não possui uma carteira de identidade americana.
A única diferença entre Carlos, Rosa e Nelson dos milhares de imigrantes que chegam anualmente aos Estados Unidos é que eles são considerados ilegais no país. Eles fazem parte de uma estatística de mais de 12 milhões de pessoas que vivem nos Estados Unidos sem a documentação apropriada.
Eles possuem casa própria, carro, são consumidores ativos, mas não são vistos como parte integrante da sociedade americana. Eles são um grupo aparte. Eles lêem jornais brasileiros, tem vizinhos brasileiros freqüentam missas em português e até trabalham para negócios brasileiros. Como Carlos definiu bem: “E como morar em um Brasil gelado”.
Em breve vocês assistirão o documentário completo. Enquanto o dia não chega, aqui vai um curto trailer para aumentar a sua curiosidade.
Estou ansiosa para assistir a este tao comentado documentario da senhora.
Sucesso!
beijos