Bem-Vindos ao único fast-food que não engorda

Monday, August 4, 2008



Ola queridos!!!!!

Como ando nos preparativos para viajar a Italia em duas semanas, decidi publicar novamente um texto que escrevi em 2006 com as minhas impressoes daquele pais. Espero que voces gostem. Prometemos atualiza-los em breve com as aventuras de 2008.

Comer, comer, comer.....
Acho que posso resumir esta viagem à Itália neste simples e essencial verbo. De volta aos Estados Unidos com uns quilinhos a mais, entretanto feliz. A viagem fez bem a alma e ao coração.
Visitamos Milão, uma cidade cinzenta, de aparência um pouco triste, mas que respira cultura. La encontramos alguns amigos e, obviamente comemos e manjamos (comer em italiano).

De fato, eu comi muito, mas comi bem..... comida de alta excelência. No primeiro dia fomos à casa da mãe de um amigo para comer, obviamente. Ela não me dava uma pausa.... come, come, você e tão magrinha.... e se sabe que não se pode recusar comida.... você corta o coração de uma mãe italiana e eu queria causar boa impressão.

Partindo de trem para Veneza...... a cidade parece que parou no tempo e o nosso objetivo maior era nos perdermos entre os becos e vielas da cidade sem relógio.

A cada caminhada, uma nova surpresa....de um beco saíamos em uma procissão de nossa senhora da saúde, de la para um típico boteco italiano para bebericar um bom vinho e salame.

Não preciso dizer o quão romântica e envolvente e a cidade.. isso todos já sabem...

De Veneza pegamos um trem para Brindisi... cidade natal de lollo. Encontramos seus pais, irmã, amigos e ate um tímido sol. Comi muito, mais do que em toda a viagem, obviamente. Não podia fazer desfeita com os sogros, ne???

Fim da jornada... hora de voltar para casa. Já estava morrendo de saudades do cheiro de Nova York, da diversidade de gente e cultura.... Na Itália, são todos muito parecidos... narigões, brancos e católicos.... Viva a diversidade do Brasil e New York!!!!
Quem estiver interessado em dicas turisticas de Milao da uma lida na materia logo abaixo que foi publicada no Jornal de Turismo

Por Nubia de Lima




Planejando  sua viagem a Itália? Comprar um dicionário português-italiano é essencial. Apesar de nos orgulharmos do nosso “portunhol”, o “portutaliano” pode não funcionar. A língua italiana pode lhe preparar tremendas armadilhas lingüísticas.  

Você gosta de uma calça em uma loja e quando pedir para experimentar pode receber um par de meias. Banheiro se diz bagno (lê-se banho), birra não é teimosia, significa cerveja e a melhor de todas: creche se diz asilo e este, em italiano, se escreve ospizio (lê-se hospício). Com o dicionário na mão, a primeira palavra a se aprender é mangare. O verbo é a essência da cultura italiana: comer. Obrigatoriamente, qualquer viagem ao pais passa pelo destino gastronômico. 

 Por todo o país, muito tempo é dedicado a preparar e saborear as refeições, que não se restringem à massa. Na tradição italiana, a refeição começa com um antipasto, uma espécie de aperitivo. Depois vem a massa, que significa para eles como o arroz e feijão nosso de cada dia. Continua com a carne com salada e, se ainda houver espaço, a sobremesa e um típico cafezinho expresso para digerir no final.

 A cidade de Milão não foge a regra do país. Os restaurantes milaneses oferecem excelentes pratos com frutos de mar, acompanhados de um bom vinho.Uma perola escondida e o restaurante Baia Chia perto da estação Piola do metro. Apesar de uma fachada simples, o restaurante oferece comida de primeira qualidade da região Sardenha e um bom preço.  Outro tesouro italiano e o Bar, espécie de padaria onde o italiano, enquanto beberica, discute futebol, política, lê o jornal,sempre de pe no Bar.

Atrativos vão além de negócios e moda

 Milão é a capital dos negócios e moda da Itália, inclusive, ha um catalogo especifico para os títulos de moda na bolsa de valores. Apesar da cidade não possuir, em quantidade, monumentos históricos, como Roma e Florença, isso não a desmerece ou tira o seu charme. Milão respira cultura. Nos museus da cidade, ha sempre uma boa exposição. Mas, a dica e chegar bem cedo, as filas são sempre enormes. Similar ao brasileiro, o italiano parece deixar sempre pro ultimo dia. Então, se a exposição estiver chegando ao fim, prepare-se para a espera.

 O principal museu chama-se Pinacoteca di Brera. Lá, encontram-se os trabalhos dos grandes pintores italianos do Renascimento, como Caravaggio, Tiepolo e Canaletto.

O ponto alto da cidade e a praça do Duomo, onde se localiza o seu principal monumento, a Catedral do Duomo, maior expressão gótica da Itália, e considerada uma das maiores construções religiosas da Europa. Sua edificação durou mais de 500 anos, começando em 1386 e terminando em 1887. A entrada é grátis, paga-se apenas para subir ao topo da igreja. Do alto do Duomo, tem-se uma belíssima visão da cidade. Para quem deseja visitar o Duomo, vale um lembrete: para as mulheres nada de saia curta, nada de bermuda ou camisas sem manga. Aliás, esta dica estende-se a todas as igrejas da Itália, e também no Vaticano.

 Nas proximidades da Praça do Duomo, também esta a Galleria Vittorio Emanuele, definitivamente a parte mais elegante da cidade. As grifes mais famosas e chiques do mundo tem seu espaço garantido. Lá, só pedestre tem acesso. Como e uma área nobre, uma boa dica e evitar comer por lá.  Afinal, o preço do serviço vai de acordo com a demanda. Também ha espaço para a superstição: entre as lojas, ha a pintura de um boi no chão. A pessoa deve dar três voltas em cima da pintura e fazer um pedido.

 Grandes obras

 Uma visita obrigatória e ao afresco da “A Ultima Ceia”, de Leonardo da Vinci. A obra esta exposta permanentemente na capela do convento de Santa Maria delle Grazie. A igreja começou a ser construída em estilo gótico, mas percebe-se pelo acabamento, a influencia do Renascimento. A capela antes pertencia ao duque Ludovico Sforza, que encomendou o quadro a da Vinci para sua própria satisfação. A obra esta localizada onde era o refeitório da casa.Para apreciar a obra de arte, e preciso fazer reserva com bastante antecedência.

 Em Milão, também esta o principal espaço para apresentação de opera do mundo: o Teatro Alla Scala, construído por determinação da imperatriz Maria Teresa da Áustria, para substituir o Teatro Regio Ducale, destruído por um incêndio em 1776. Sem duvida, o teatro é o principal patrimônio cultural de Milão. Os moradores da cidade não escondem o orgulho de sediar o palco por onde já passaram todos os grandes nomes da música lírica, sem esquecer de que a maioria das operas e representada em língua italiana.

 Saindo do lírico para a arte do futebol, a cidade tem os dois principais times do pais – o Milan e o Inter (o Internazionale). O principal estádio da Europa, Giuseppe Meazza, mais conhecido como San Siro e mais um orgulho dos milaneses. Durante alguns anos foi o maior estádio do mundo ate a construção do Maracanã para a Copa de 50.

 O estádio começou a ser construído em 1925, sendo inaugurado em 19 de Setembro de 1926 com o jogo Internazionale 6 x 3 Milan, no distrito de San Siro, daí o nome do estádio. Durante anos era o estádio do  Milan. Só mais tarde, em 1947, a Internazionale começou a jogar no estádio. Em 1980 o estádio foi rebatizado oficialmente como Giuseppe Meazza em homenagem ao jogador ídolo das duas torcidas que morreu naquele ano.

 Depois da comida, vinho e futebol, um dos principais entretenimentos do italiano e a “vasca”. A palavra e usada na natação para definir o ir e voltar do nadador de uma ponta a outra da piscina. Na praça do Duomo, por exemplo, os italianos andam de uma ponta a outra conversando, apreciando a arquitetura, param no meio da praça, andam de novo e assim se vai uma tarde de domingo no centro de Milão. Não se assuste ao ver tanta gente parada de pe no meio da praça, isso é simplesmente a vasca.

 Carro? Vai de bonde

 Se você não tiver tempo suficiente para conhecer a cidade, uma boa opção e pegar literalmente o bonde (tram). Entre as principais ruas da cidade, ainda circulam os bondes de madeira, claro que também ha os modernizados. Mas, o fascinante e pegar um bem antigo e se envolver pela arquitetura histórica da cidade. Você se sente como se tivesse voltado a algumas centenas de anos, apesar da presença ofuscante dos símbolos da modernidade.  Alguns dos bondes que circulam na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, foram doados pela prefeitura da cidade italiana.

Milão não e um lugar para carros. Devido a conservação dos monumentos, as ruas são, em maioria, estreitas, e muitas de acesso somente a moradores, sem contar os enormes engarrafamentos e o jeito peculiar, digamos veloz, que o italiano dirige. Alem disso, a cidade tem um problema serio de vagas de estacionamento. Alugar carro, definitivamente, não e uma boa opção.

Para amenizar, o metro cobre grande parte da cidade. Possui três linhas com 76 km de extensão por 88 estações (em setembro de 2006). Pode-se comprar um tíquete por 3 euros que vale para o dia inteiro. 

 A cidade também tem uma vida noturna agitada. Grande parte dos bares e boates estão localizados na zona Navigli. A área e cortada por dois canais (Naviglio Grande e Naviglio Pavese). Hoje, eles são apenas dois pequenos córregos. Projetados por Leonardo da Vinci para permitir que as embarcações viessem ate o centro da cidade, já que Milão fica a mais 300 km do mar...

 Como uma cidade do período medieval, Milão era cercada por muros para evitar invasões. A cidade ainda conserva a Porta Ticinese, o portal de entrada, e algumas partes do muro ainda estão intactos.

 Facilidades da viagem

Uma das vantagens em visitar a Europa e que os paises e cidades são acessíveis e interligados por trens. Por exemplo, na Itália, pode-se pegar um trem de Veneza a Roma, depois para Paris, por um preço, diga-se acessível. Então, se tiver tempo sobrando, vale a pena esticar a viagem em Veneza, Roma, Florença e por ai vai.

 Viajar a Milão e meio como se sentir no Brasil, o italiano também tem um jeito expansivo e são bem simpáticos. Alem de tudo isso, ha muitos brasileiros que moram na cidade. Já na chegada ao aeroporto, se esbarra com uns conterrâneos fazendo gracinhas, dançando no meio do saguão. Enfim, é a brasilidade.

Serviço: Restaurante Baia Chia - via Antonio Bazzini 37

 





A cidade de New Orleans, em Louisiana, ou simplesmente Nola, é a confirmação de que não se pode definir a cultura americana a partir de New York. Não ha a confusão e a frieza de New York. Ao contrario, o pessoal de Nola é hospitaleiro e nada ganancioso.

Em meio à primavera fria em New York, Lorenzo tinha um evento de trabalho na cidade e, eu querendo correr do frio, embarcamos numa viagem encantadora a meiuca dos Estados Unidos.

Os estados Sulistas são, geralmente, lembrados pelo passado de segregação racial, conservadorismo e escolhas republicanas, porem New Orleans tem muito mais a oferecer a que Britney Spears.




A cidade foi tragicamente afetada pelo furacão Katrina, mas a população ao invés de guardar para si a péssima memória do evento, o faz questão de contar, ou melhor, como bons americanos, o Katrina virou negocio. Agencias de viagens oferecem tours que visitam locais afetados pelo desastre natural. Mas aqui vai uma dica: os moradores de New Orleans adoram um bate-papo. Se você sentar em um bar e puxar assunto, o garçom lhe contara toda a historia da cidade, seus moradores com a maior simpatia.
Isso aconteceu diversas vezes conosco. Certa vez, fomos nos informar de passeios de barcos que levam aos manguezais para observação de crocodilo. O senhor da agencia conversou conosco por, sem brincadeira, cerca de meia-hora. Através dele descobrimos que o French Quarter (Quarteirão Frances) a área turística da cidade, não foi afetada pelo Katrina porque foi construída acima do nível do mar. Espertos esses franceses!

A coisa mais engraçada que ocorreu foi que ele vendia diferentes passeios de barco, uns acessíveis outros nem tanto. E na hora de nos indicar um, ele disse: “Esse custa 90 dólares por pessoa, mas não e tão bom. Esse de 50 e mais interessante”. E isso e o que se encontra o tempo todo em New Orleans: a satisfação em primeiro lugar.

Como o nome deixa claro, a cidade tem raízes francesas. New Orleans foi fundada originalmente por exploradores franceses, com o nome de Nouvelle Orléans.

A propósito, o passeio aos manguezais e meio caro, mas vale a pena. O nosso guia alimentava os crocodilos na boca... bizarro. Teve um crocodilo que cismou comigo e deu um pulo na minha direção que meu coração bateu a mil por hora. Mas, calma. O barco e bem alto, então ele na chegou nem perto, mas o susto foi grande.

Uma boa dica e pegar o ferry boat que cruza o Rio Mississipi. Ele parte próximo ao Aquário da cidade e não custa nada. A travessia e rápida, mas se aprecia a imensidão e a forca do rio.

Voltando ao French Quarter, esta e, honestamente, a área onde se concentram todas as atividades culturais da cidade. Nos só saímos do French Quarter uma vez, mas foi durante o dia. Pegamos um trenzinho que roda a cidade. Ai e que vimos algumas áreas afetadas pelo Katrina e a realidade local. Não ha muito luxo na cidade, as pessoas são simples. Uma coisa que notamos e que nos restaurantes, a maioria dos funcionários e americano, coisa rara em NY, por exemplo. Ha grandes empresas som sede na cidade, mas Nola vive mesmo de turismo.

A comida, para quem gosta de fritura, e o paraíso. Nos não apreciamos muito a famosa comida creoule. Muita fritura e pouco gosto. Mas vale a pena provar os famosos beignets (lê-se binhe) do Café du Monde. O ponto e um lugar famoso na cidade. O beignet e um doce frances muito parecido ao sonho que nos comemos. E uma massa frita coberta de açúcar.

Não posso esquecer-me da musica. Em toda esquina tem sempre alguém fazendo um som de boníssima qualidade, principalmente Blues e Jazz, afinal a cidade é conhecida como o berço daquela musica. Enfim, New Orleans ficou na memória. Alem de ser uma cidade hospitaleira, cheia de energia e boa musica, la, diferentemente do resto do pais, se pode beber álcool na rua e esta que vos fala adora uma cervejinha na mao e uma bom bate-papo na calcada. Todavia, o que mais nos impressionou foi a gentileza dos locais- simpáticos, de bom-humor e bons contadores de estórias- acho que isso já vale uma visita.

























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