A cidade de New Orleans, em Louisiana, ou simplesmente Nola, é a confirmação de que não se pode definir a cultura americana a partir de New York. Não ha a confusão e a frieza de New York. Ao contrario, o pessoal de Nola é hospitaleiro e nada ganancioso.

Em meio à primavera fria em New York, Lorenzo tinha um evento de trabalho na cidade e, eu querendo correr do frio, embarcamos numa viagem encantadora a meiuca dos Estados Unidos.

Os estados Sulistas são, geralmente, lembrados pelo passado de segregação racial, conservadorismo e escolhas republicanas, porem New Orleans tem muito mais a oferecer a que Britney Spears.




A cidade foi tragicamente afetada pelo furacão Katrina, mas a população ao invés de guardar para si a péssima memória do evento, o faz questão de contar, ou melhor, como bons americanos, o Katrina virou negocio. Agencias de viagens oferecem tours que visitam locais afetados pelo desastre natural. Mas aqui vai uma dica: os moradores de New Orleans adoram um bate-papo. Se você sentar em um bar e puxar assunto, o garçom lhe contara toda a historia da cidade, seus moradores com a maior simpatia.
Isso aconteceu diversas vezes conosco. Certa vez, fomos nos informar de passeios de barcos que levam aos manguezais para observação de crocodilo. O senhor da agencia conversou conosco por, sem brincadeira, cerca de meia-hora. Através dele descobrimos que o French Quarter (Quarteirão Frances) a área turística da cidade, não foi afetada pelo Katrina porque foi construída acima do nível do mar. Espertos esses franceses!

A coisa mais engraçada que ocorreu foi que ele vendia diferentes passeios de barco, uns acessíveis outros nem tanto. E na hora de nos indicar um, ele disse: “Esse custa 90 dólares por pessoa, mas não e tão bom. Esse de 50 e mais interessante”. E isso e o que se encontra o tempo todo em New Orleans: a satisfação em primeiro lugar.

Como o nome deixa claro, a cidade tem raízes francesas. New Orleans foi fundada originalmente por exploradores franceses, com o nome de Nouvelle Orléans.

A propósito, o passeio aos manguezais e meio caro, mas vale a pena. O nosso guia alimentava os crocodilos na boca... bizarro. Teve um crocodilo que cismou comigo e deu um pulo na minha direção que meu coração bateu a mil por hora. Mas, calma. O barco e bem alto, então ele na chegou nem perto, mas o susto foi grande.

Uma boa dica e pegar o ferry boat que cruza o Rio Mississipi. Ele parte próximo ao Aquário da cidade e não custa nada. A travessia e rápida, mas se aprecia a imensidão e a forca do rio.

Voltando ao French Quarter, esta e, honestamente, a área onde se concentram todas as atividades culturais da cidade. Nos só saímos do French Quarter uma vez, mas foi durante o dia. Pegamos um trenzinho que roda a cidade. Ai e que vimos algumas áreas afetadas pelo Katrina e a realidade local. Não ha muito luxo na cidade, as pessoas são simples. Uma coisa que notamos e que nos restaurantes, a maioria dos funcionários e americano, coisa rara em NY, por exemplo. Ha grandes empresas som sede na cidade, mas Nola vive mesmo de turismo.

A comida, para quem gosta de fritura, e o paraíso. Nos não apreciamos muito a famosa comida creoule. Muita fritura e pouco gosto. Mas vale a pena provar os famosos beignets (lê-se binhe) do Café du Monde. O ponto e um lugar famoso na cidade. O beignet e um doce frances muito parecido ao sonho que nos comemos. E uma massa frita coberta de açúcar.

Não posso esquecer-me da musica. Em toda esquina tem sempre alguém fazendo um som de boníssima qualidade, principalmente Blues e Jazz, afinal a cidade é conhecida como o berço daquela musica. Enfim, New Orleans ficou na memória. Alem de ser uma cidade hospitaleira, cheia de energia e boa musica, la, diferentemente do resto do pais, se pode beber álcool na rua e esta que vos fala adora uma cervejinha na mao e uma bom bate-papo na calcada. Todavia, o que mais nos impressionou foi a gentileza dos locais- simpáticos, de bom-humor e bons contadores de estórias- acho que isso já vale uma visita.