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Lembro do meu primeiro dia de aula do curso de Jornalismo na PUC. Atrasada, como sempre, abri a porta da sala afobada e me deparei com aquela sociedade cuja eu nao conhecia, nao estava representada. Nao me surpreendeu o fato de que eles tambem nao me conheciam, ainda nao tinham visto pelo local alguem como eu.
Eles falavam dos anos que passaram juntos na escola, os negocios que seus pais tinham juntos e, eu ali, tentando me adaptar ao novo local.
Confesso que nao demorou tanto para me adaptar. Afinal, ja estava acostumada a ve-los sempre na TV, nas revistas e nos carros fechados na avenida. Tambem nao posso dizer que ouve resistencia da parte deles. Eles estavam um tanto curiosos em aprender sobre a minha cultura.
Passamos quatro anos juntos e, no decorrer deste tempo, outros como eu se juntaram a nos. E aqueles como eu tinham estorias de vida completamente diferentes da minha, mas eramos considerados do mesmo grupo.
Na festa de formatura eram 250 eles, nos eramos tres. Mas eu estava feliz, mesmo a proporcao sendo menor a que do meu primeiro dia de aula, onde eram 29 estudantes brancos e eu.
No dia em que comemoramos as conquistas dos negros no Brasil, devemos tambem repensar a utopia que vem pairando sobre as nossas cabecas de que se discriminam aqueles que sao de um grupo economico diferente somente, nao tambem a cor da pele. O Brasil ainda vive em uma utopia da desigualdade social. Porque e mais fácil negar direitos quando se nega ao oprimido o simples reconhecimento da opressao.
Passamos quatro anos juntos e, no decorrer deste tempo, outros como eu se juntaram a nos. E aqueles como eu tinham estorias de vida completamente diferentes da minha, mas eramos considerados do mesmo grupo.
Na festa de formatura eram 250 eles, nos eramos tres. Mas eu estava feliz, mesmo a proporcao sendo menor a que do meu primeiro dia de aula, onde eram 29 estudantes brancos e eu.
No dia em que comemoramos as conquistas dos negros no Brasil, devemos tambem repensar a utopia que vem pairando sobre as nossas cabecas de que se discriminam aqueles que sao de um grupo economico diferente somente, nao tambem a cor da pele. O Brasil ainda vive em uma utopia da desigualdade social. Porque e mais fácil negar direitos quando se nega ao oprimido o simples reconhecimento da opressao.
Viva Zumbi dos Palmares, Viva a minha mae Fatima da Conceicao Rosa!












