Bem-Vindos ao único fast-food que não engorda

Monday, July 7, 2008




O Basebol… de acordo com Wikipédia, se você confia em tal website, “é um esporte da bastão-e-esfera jogado entre duas equipes de nove jogadores cada um. O objetivo do Basebol é fazer pontos rebatendo a bola com o bastão e tocando uma série de quatro marcadores chamados de bases arranjadas nos cantos de um quadrado de 25 centimetros”.

Simples, não? Não necessariamente. Mais importante que o jogo é o ritual que leva milhares de pessoas ao estádio para assistir um jogo que nao dura menos de três horas. No mês passado nós ganhamos dois ingressos para assitir o jogo entre o Mets, uma equipe Nova-Iorquina, contra o Texas Rangers, como o nome ja diz, do Texas.

Assim que nós chegamos ao estádio do Shea, no Queens, fomos agraciados com a presença do o rei dos esportes americanos, o onipotente hot dog. Com exceções raras, incluindo Lollo que escolheu um íngreme hambúrguer, todos devoravam hot dogs com cerveja ou, se eram criancas, uma bebida colorida que ainda não conseguimos identificar. Compramos o nosso lanchinho-$20 por um hot dog, um hambúrguer e uma cerveja- e dirigimo-nos aos nossos assentos.

Organizados como são os americanos, todos os bilhetes são numerados. Bem, segundo Lollo, na Europa também se faz o mesmo. Suponhamos aqui então que somente no Brasil ainda estamos naquele “quem chega antes leva” .

Em todo o caso, tomou-nos um precioso tempo achar nossos assentos, que eram realmente bons, próximos ao campo e sem qualquer cobertura. Bibi, acostumada a apreciar jogos no Maracanã, estava preocupada com o que o pessoal da arquibancada jogaria no seu cabelo novo look-corte-cor. “Eu estava tão preocupada com isso que me esqueci completamente do hot dog que eu segurava cheio de catchup e mostarda que foi direto no meu short branco. Bem, já que nada veio dos céu nos primeiros 15 minutos de jogo, eu relaxei e me determinei a compreender o jogo”.

Eu (Bibi) juro que tentei duramente, até então que chegou Mr. Met, o mascote do Mets. As crianças o amam, seus pais também, todo mundo venera Mr. Met, obviamente aqueles que torcem para os Mets. Assim o jogo foi para o intervalo e em uma telão jumbo, o maior visto por estes que vos fala, aparece Mr. Met, um humanóide com cabeça de bola de Basebol e vestindo o uniforme do Mets. Com sua coreografia particular, o tal Mr. Met guiava os espectadores. Ele sai de cena, não por muito tempo e o jogo recomeça. A partir deste momento já não tinhamos nenhum interesse no que acontecia no gramado, mas naquilo que viria a seguir do telão jumbo.
Casais aos beijos, anúncios e mais anúncios publicitários, biografia dos dos jogadores e mais Mr. Met.

Mas tudo é feito em uma maneira tão interativa que acreditamos verdadeiramente que aquelas pessoas vão ao estádio com o intuito de interagir com a TV. Pense bem. A TV que temos em nossa casa não conversa conosco e muito menos o vendedor de Doritos passa na sua frente depois que você assistiu a aquele comercial do produto que te deixou com agua na boca. O estádio é uma TV que interage com você e, sobretudo, cheira. O que mais você pode pedir a Deus?

Depois de mais ou menos três horas assistindo o jogo e, que ainda não havia terminado, era hora de ir para casa. Demos adeus ao Mr. Met, os jogadores ainda estavam alinhados rodada seguinte, o Mets estava ganhando e nossa compreensão do jogo não mudou muito.
Todavia, o mais interessante em ir ao jogo era observas nossos amigos americanos e a nossas caras perdidas durante as coreografias do Mr. Met.

Sunday, July 6, 2008



Nós pensamos que um blogue, tendo em mente a cultura americana de hoje, pudesse funcionar como um elemento chave para falar sobre o choque cultural que todo o estrangeiro nos EUA experimentou ou experimentará e, de certa forma, pudesse considerar interessante e um pouco perturbador: a obsessão pelo politicamente correto!

Nós, “jovens intelectuais”, pensamos que aplicar o senso comum seria suficiente para nos guiar durante uma conversa num jantar sem ferir aqueles que conosco estavam à mesa. Entretanto, na maioria das vezes, percebemos que é mais importante agradar a todos a que expressar um ponto de vista verdadeiro e honesto.

A obsessão a estar politicamente correto permeia todos os níveis de sociedade e tudo o que você antes sabia acerca do certo e do errado de algum modo deslocou-se e transformou-se em um exercício em que ninguém está certo e ninguém está errado. O foco está em assegurar-se de que ninguém se sentirá ferido pelo o que foi ditto.

Resumindo, você não pode expressar sua opinião porque alguém, de algum modo, tomará uma das ‘palavras proibidas” cujas quais voce mencionou e as distorcê-las. para um julgamento negativo. Sim, porque os julgamentos positivos são aceitáveis. Quanto aos negativos, devem ser introduzidos de certa forma que soem positivos.

Por exemplo, Bibi ao conversar com um estagiária da CW11 foi dita que trabalharia com Antonia, uma outra estagiaria. Não sabendo ainda quem era Antonia, Bibi pediu a menina a que conversava para mostrar-lhe Antonia. Que o fez sem sucesso por não querer mencionar a cor da pele de Antonia, que era a unica afro-americana (sendo aqui politicamente correto) na sala além de Bibi.

Apos cinco minutos nos quais Antonia foi descrita como aquela vestida de calça preta, quando haviam outras meninas de calça preta na sala; cabelo curto, quando claramente também haviam outras meninas na mesma descrição, Bibi resolveu aliviar o politicamente correto da menina e disse “Antonia e a negra?” (Bibi esta autorizada a usar tal definição por ser negra).
Em resumo, um dos maiores orgulhos da América, a liberdade de expressão, está trancafiada em cheque-mate, onde só se pode conversar sobre o tempo e como foi o jogo do Yankees.
Para não ferir a sensibilidade alheia, o que faz a conversa na mesa de jantar é chato e tão velho que muitos preferem manter-se com a boca fechada a que pisar em ovos.
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