Nós pensamos que um blogue, tendo em mente a cultura americana de hoje, pudesse funcionar como um elemento chave para falar sobre o choque cultural que todo o estrangeiro nos EUA experimentou ou experimentará e, de certa forma, pudesse considerar interessante e um pouco perturbador: a obsessão pelo politicamente correto!

Nós, “jovens intelectuais”, pensamos que aplicar o senso comum seria suficiente para nos guiar durante uma conversa num jantar sem ferir aqueles que conosco estavam à mesa. Entretanto, na maioria das vezes, percebemos que é mais importante agradar a todos a que expressar um ponto de vista verdadeiro e honesto.

A obsessão a estar politicamente correto permeia todos os níveis de sociedade e tudo o que você antes sabia acerca do certo e do errado de algum modo deslocou-se e transformou-se em um exercício em que ninguém está certo e ninguém está errado. O foco está em assegurar-se de que ninguém se sentirá ferido pelo o que foi ditto.

Resumindo, você não pode expressar sua opinião porque alguém, de algum modo, tomará uma das ‘palavras proibidas” cujas quais voce mencionou e as distorcê-las. para um julgamento negativo. Sim, porque os julgamentos positivos são aceitáveis. Quanto aos negativos, devem ser introduzidos de certa forma que soem positivos.

Por exemplo, Bibi ao conversar com um estagiária da CW11 foi dita que trabalharia com Antonia, uma outra estagiaria. Não sabendo ainda quem era Antonia, Bibi pediu a menina a que conversava para mostrar-lhe Antonia. Que o fez sem sucesso por não querer mencionar a cor da pele de Antonia, que era a unica afro-americana (sendo aqui politicamente correto) na sala além de Bibi.

Apos cinco minutos nos quais Antonia foi descrita como aquela vestida de calça preta, quando haviam outras meninas de calça preta na sala; cabelo curto, quando claramente também haviam outras meninas na mesma descrição, Bibi resolveu aliviar o politicamente correto da menina e disse “Antonia e a negra?” (Bibi esta autorizada a usar tal definição por ser negra).
Em resumo, um dos maiores orgulhos da América, a liberdade de expressão, está trancafiada em cheque-mate, onde só se pode conversar sobre o tempo e como foi o jogo do Yankees.
Para não ferir a sensibilidade alheia, o que faz a conversa na mesa de jantar é chato e tão velho que muitos preferem manter-se com a boca fechada a que pisar em ovos.
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