Nós, cariocas, gostamos de nos gabar da democracia das praias cariocas, pura utopia. De fato, a praia é aberta a todos e a cada domingo de sol nos deparamos com a pluralidade do Rio de Janeiro, porém há uma barreira invisível na areia. Cada grupo tem seu pedaço de areia e ninguém se mistura. Tem a faixa de areia dos moderninhos do posto 9, dos suburbanos em Copa e na Alvorada, das famílias ricas no Leblon e por aí vai.
Semana passada, enquanto tomava banho de sol no Central Park, eu observava as pessoas ao meu redor e tentava correlaciona-las a grupos sociais especifícos, tarefa difícil. Não que o americano se misture, muito pelo contrário, eles vivem em guetos sociais. Judeu com judeu, muçulmanos com os seus, latinos com pessoas de mesma origem, isso sem falar nos negros e brancos. Diz-se por aqui que os americanos só se misturam no metrô e no ambiente de trabalho, o que relutantemente, eu concordo.
Mas, por um momento, sentada ali no parque e olhando aquela multidão de gente dividindo o mesmo pedaço de grama, pareciam estar todos em total sintonia. Até que o sol se pôs e aos poucos as pessoas foram se retirando, cada um com o seu semelhante. Seja em Ipanema ou no Central Park é sempre cada um no seu pedaço quando o sol se põe.










Concordo plenamente...